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Introdução à Fitoterapia Chinesa (parte II – Princípios Gerais)

por Eduardo. Tempo médio de leitura: quase 9 minutos.

Este artigo dá prosseguimento à primeira parte, onde foi exposto um breve histórico do desenvolvimento das idéias por trás do modo de operação da Fitoterapia Chinesa. Aqui descreveremos os princípios gerais de classificação e uso das drogas fitoterápicas. Estes princípios gerais referem-se à conceitos próprios da Medicina Tradicional Chinesa, como “padrão de desequilíbrio energético”, “qi“, e classificações peculiares dos loci das doenças, entre outros – por isto recomendamos alguma familiaridade prévia com estes conceitos.

Propriedades dos medicamentos

Quatro propriedades e cinco sabores
As drogas podem ser classificadas segundo sua propriedades térmicas, ou seja: quentes, mornas, frias e geladas, e ainda pode-se falar numa quinta propriedade, a neutra. No entanto, como drogas de natureza neutra tendem a ser levemente mornas ou frias, usa-se geralmente o termo “quatro propriedades”. Drogas frias e geladas diferem na sua propriedade térmica apenas em grau, e na maioria têm os efeitos de dispersar o calor, eliminar o fogo, remover substância tóxicas, e nutrir o yin, e são usadas para curar síndromes de calor (yang). Em contrapartida, drogas de natureza morna ou quente normalmente têm os efeitos de dispersar o frio, aquecer o interior, fortalecer o yang, e tratar colapsos, e são por isto usadas para tratar síndromes de frio (yin). Drogas de natureza neutra podem ser usadas para síndromes yin ou yang.
O termo “sabor” refere-se não necessariamente à sensação no paladar causada por uma substância, nesse contexto, mas sim à uma propriedade da substância que é determinada de acordo com seus efeitos no organismo (em termos fisiológicos). Assim, os sabores de muitas drogas descritos nos textos de materia medica são muitas vezes diferentes do gosto real das drogas. Há sete sabores: picante, doce, amargo, azedo, salgado, ausente e adstringente. Como normalmente os sabores doce e ausente coexistem, e azedo e adstringente têm os mesmos efeitos, usa-se habitualmente a expressão “cinco sabores”.
Picante: as drogas picantes têm efeitos de dispersar o agente patogênico exógeno do “exterior” do corpo e de promover a circulação do qi e do sangue. São normalmente usadas para tratar condições leves e do exterior devido à agentes patogênicos exógenos, estagnação de qi e/ou de sangue.
Doce: têm os efeitos de nutrir, repor, tonificar ou enriquecer diferentes partes ou órgãos do corpo, normalizando a função do estômago e do baço, harmonizando os efeitos de drogas diferentes, e aliviando o espasmo e a dor. São normalmente eficientes para tratar síndromes de deficiência, tosse seca, constipação devido à secura dos intestinos, desarmonia entre o baço e o estômago, e vários tipos de dor. Além disso, também são desintoxicantes.
Azedo: têm os efeitos de induzir a adstringência e parar as perdas (de substâncias do corpo). São freqüentemente usadas para tratar suor devido à debilidade, tosse crônica, diarréia crônica, emissão seminal, espermatorréa, enurese, micção freqüente, leucorragia crônica, metrorragia ou metrotaxia.
Amargo: as drogas de sabor dito amargo têm os efeitos de dispersar o calor, eliminar o fogo, dominar a rebelião do qi ascendente enviando-o para baixo (para tratar tosse e vômitos), relaxar as vísceras, e eliminar a umidade. Tais drogas são usadas para síndromes de fogo, tosse com dispnéia, vômitos, constipação devido à calor-cheio, síndromes de calor-umidade, de frio-umidade e outras.
Salgado: têm efeitos de aliviar constipação por purgação, e dissolver e amaciar massas duras. São usadas para tratar fezes secas e constipação, escrófula, gota, massas abdominais e outros problemas.
Ausente: têm efeitos de expelir umidade e induzir a diurese, e são usadas normalmente para edema e disuria.
Adstringente: tem ações similares às drogas de sabor azedo.
Duas substâncias podem ter o mesmo sabor e propriedades térmicas diferentes, ou vice-versa. Menta e ephedra, por exemplo, têm ambas o sabor picante, mas a menta tem propriedade fria e a ephedra quente. Assim, a menta pode ser usada para tratar invasão por vento-calor e a ephedra invasão por vento-frio. Isto ilustra como pode-se escolher uma substância com base no seu sabor e na sua propriedade térmica.

A ação da droga (movimento)
As drogas também podem ser classificadas por sua ações no corpo em termos do movimento que causam. “Subir” significa exatamente subir e mandar para cima, “descer” significar precisamente o oposto, “flutuar” significa ir para fora ou mandar para a superfície, “afundar” significa interiorizar ou purgar. As doenças podem localizar-se no corpo em partes diferentes (acima, abaixo, interior ou exterior), e podem ter tendências diferentes de movimento: para cima (por exemplo, vômitos), para baixo (por exemplo, diarréia), para fora (suor noturno) ou para dentro (interiorização de um fator patogênico). Desta forma, deve-se escolher as drogas em acordo com a localização da doença no corpo, mas em oposição à sua tendência de movimento.
Drogas que flutuam ou sobem têm ações “para cima” e “para fora”, e são usadas para elevar o yang, aliviar síndromes do exterior por diaforese, dispersar vento ou frio da superfície, induzir ao vômito, restaurar a consciência do paciente, etc. Drogas que descem ou afundam têm ações “para baixo” e “para dentro”, e são usadas para dispersar o calor, causar purgação, promover a micção, remover umidade, parar a subida do yang, mandar para baixo o qi rebelde a fim de parar o vômito, aliviar tosse e asma, melhorar a digestão para resolver a retenção de alimento, e tranqüilizar a mente.
As ações em termos de movimento das drogas são proximamente relacionadas com as suas propriedades e sabores. Drogas picantes e doces ou drogas quentes e mornas normalmente têm a característica de flutuar e subir, enquanto drogas amargas, azedas e salgadas têm usualmente a característica de afundar e descer. Muitas vezes o movimento de uma droga está em acordo com a sua densidade aparente ? substâncias leves tendem a flutuar e subir, substâncias pesadas tendem a afundar e descer ? mas há exceções a esta regra. E ainda, a forma de processar a substância e a presença de outras drogas numa prescrição pode facilmente influenciar seu movimento.

Afinidade com um canal
Uma sustância pode exercer efeitos óbvios ou uma ação terapêutica específica em alterações de um certo canal (incluindo o órgão ou víscera relacionado), mas com poucos ou nenhum efeito em outros canais. A afinidade de uma substância por um canal é determinada empiricamente, ou seja, de acordo com sua eficácia em tratar desequilíbrios particulares.

Toxicidade da droga
Nos textos de materia medica chinesa pode-se observar que algumas drogas têm a classificação de “levemente tóxicas”, “tóxicas”, “extremamente tóxicas” ou “mortalmente tóxicas”. Isto indica que mesmo dentro da dosagem terapêutica estas drogas têm o grau de toxicidade indicado pela sua classificação, e obviamente deve-se escolher uma substância alternativa. Somente em casos onde for a única alternartiva de tratamento pode-se escolher uma droga dentre estas, e aplicá-la com extrema cautela.

Aplicação das drogas

Compatibilidade
Uma droga pode ser usada sozinha numa prescrição, mas pode ser combinada com uma ou mais drogas. Nos casos onde duas drogas são combinadas, pode-se observar seis efeitos advindos da combinação: reforço mútuo, quando drogas de características similares são usadas em coordenação para aumentar os seus efeitos; assistência mútua, quando uma droga com algumas características parecidas com a de outra é usada como subsidiária, a fim de fortalecer o efeito da principal; restrição mútua, quando a combinação é usada para reduzir ou eliminar a toxicidade ou efeitos colaterais das drogas; detoxicização mútua, quando uma droga é usada para reduzir a toxicidade da outra; inibição mútua, quando o uso conjunto causa a diminuição ou perda do efeito terapêutico; e incompatibilidade, quando o uso conjunto faz com que a combinação se torne tóxica ou tenha efeitos colaterais.
Quando combinando duas ou mais drogas, estas devem ser escolhidas tendo em mente suas interações, e os efeitos de inibição mútua e de incompatibilidade devem ser evitados.

Contra-indicações
Além de restrições alimentares que podem ser aplicáveis tanto à doença em si quanto às drogas usadas para combatê-la, são importantes dois grupos de contra-indicações tradicionais: “Dezoito Medicamentos Incompatíveis” e os “Dezenove Medicamentos em Antagonismo Mútuo”. Além disso, algumas drogas podem danificar o qi original do feto e levar ao aborto, e são proibidas durante a gravidez.

A formação de uma prescrição
Uma prescrição é muito mais que uma simples coleção de drogas. Entende-se por “formar uma prescrição” escolher as drogas de acordo com as suas funções dentro da prescrição, baseado nas suas propriedades, sabores, movimentos, afinidade com os canais, e respeitando a sua compatibilidade e contra-indicações.
Numa prescrição, as drogas adquirem os seguintes papéis, que devem ser claramente distingüidos por quem prescreve:
Droga principal: a droga principal é a que está destinada a produzir os efeitos que tratarão a raiz ou a manifestação principal de uma síndrome ou doença.
Droga assistente: pode ter dois significados, o da droga que é usada para reforçar o efeito da droga principal, ou o da droga que é usada para produzir os efeitos terapêuticos principais no tratamento dos sintomas que acompanham uma síndrome.
Droga coadjunvante: pode-se dividir a droga coajuvante em três tipos. O primeiro reforça os efeitos das drogas principal e assistente ou trata sintomas menos importantes, por si só. O segundo tipo reduz ou elimina a toxicidade das drogas principal e assistente de modo a impedir o aparecimento de efeitos tóxicos ou colaterais. Finalmente o terceiro tipo é usado para lidar com a possibilidade de vômitos após ingerir uma decocção de efeito muito forte, ela deve possuir os efeitos contrários aos da droga principal em termos de compatibilidade mas deve ter efeitos terapêutico suplementares à esta.
Droga-guia: há dois tipos de droga-guia, um para levar as outras drogas ao local onde está instalado o desequilíbrio; e o outro para coordenar os efeitos das diversas drogas dentro de uma prescrição.

Comentários

  1. Dalva Lucciola disse:

    Eduardo,
    Estou fazendo uso da fitoterapia chinesa para controle hormonal, por isso os artigos sobre o assunto foram de muita utilidade.
    Beijos, tia Dalva.

  2. Romualdo Marcilio disse:

    Fiquei realmente surpreso com a sobriedade, e abordagem de um tema complexo de forma clara a que chegue a pessoas em busca de informacoes.
    Gostaria realmente de poder fazer um curso on line encontro me atualmente a morar em Londres, e agradeco toda a atencao que me puder dispensar.

    Obs. sou fisioterapeuta e fiz acumputura SU JOKA. estou terminando Iridologia.

  3. eduardo disse:

    Olá Romualdo, obrigado pelo seu comentário.
    Não conheço nenhum curso online de Fitoterapia, mas se me permitir uma sugestão, aproveite que está em Londres! A Inlgaterra é um dos melhores locais no Ocidente pra estudar Medicina Tradicional Chinesa. Há cursos em diversas áreas da MTC em muitas universidades ou instituições privadas. Posso indicar a Acumedic Foundation, eu já adquiri livros na loja deles em Camden High Street. Não posso falar sobre a qualidade dos cursos, mas com certeza vale conferir para ter uma idéia de preço e duração.
    Boa sorte!

  4. sueli marques disse:

    Adorei sua página, pretendo fazer curso de fitoterapia, mas gostaria de saber se quem prescreve medicação fototerápica é só o médico.

  5. eduardo disse:

    Olá Sueli,

    Este assunto é controverso. As informações que eu tenho não são de fontes documentadas, portanto podem não ser totalmente corretas, mas de qualquer forma vamos lá:

    Só quem pode prescrever medicamentos são médicos. Isto é ponto pacífico, creio eu.
    No entanto cabem duas perguntas. Primeira: se um medicamento não tem tarja vermelha, ou seja, se pode ser vendido sem prescrição, o que eu falei acima se aplica? Isto eu não sei responder.
    Segunda: fitoterápicos são “medicamentos” ? Que me conste, não. Há quem os considere “complentos alimentares”, mas realmente não sei o que o Ministério da Saúde e seus órgãos subordinados consideram oficialmente. Isto afetaria não só a possibilidade de recomendá-los a um paciente, mas também o processo de importação legal etc.

  6. Ana Guerreiro disse:

    Ola, sou uma estudante de medicina chinesa em lisboa e adorei o vosso site.

  7. eduardo disse:

    Obrigado Ana, seja sempre bem-vinda.

  8. marco bruno cunha disse:

    parabens para o vosso site! está bem documentado e acessivel. Em relação ao assunto sobre a fitoterapia e sua prescrição a minha opinião é que se continuarmos a tratar diferenciadamente as várias disciplinas que compõe a m.t.c o que acabará por acontecer é que cada pessoa começa a autoprescrever-se com formulas de fitoterapia como se faz com uma simples aspirina . isso não está certo . se queremos ganhar o respeito como medicina complementar não devemos cometer o erro de considerar auma simples formula como um ” complemento alimentar”! para além disso é um desrespeito para com os mestres que desenvolveram as fórmulas ao remeterem-nas para simples “complementos” ! tenham um bocado mais de consideração. como estudante de medicina tradicional chinesa contava com amis respeito nessas materias .obrigado.

  9. eduardo disse:

    Olá Marco,
    Concordo com o que você diz.
    Quando respondi acima à Sueli que há “quem os considere (os fitoterápicos) complentos alimentares”, quis dizer no sentido legal, ou seja, levando em conta as restrições legais para prescrever medicamentos. Assim, se um fitoterápico for considerado um medicamento, somente um médico poderá prescrevê-lo, mas se for considerado um comlemento alimentar do ponto de vista legal, creio que não apenas médicos podem prescrevê-lo mas também outros profissionais (lembro que estou no Brasil e não em Portugal).
    Do ponto de vista de Racionalidades Médicas para mim é óbvio que os fitoterápicos são medicamentos, e é por isto que eu vejo como insuficiente a formação que os profissionais, inclusive os profissionais médicos no ocidente, têm atualmente para receitar fitoterápicos. Não obstante a formação extremamente exigente na China, país de origem desta Medicina de que tratamos, em que para receitar fitoterápicos um profissional passa por um curso de dedicação integral durante 6 anos numa instituição de ensino superior, no ocidente é comum encontrar profissionais com formação apenas média, ou com uma simples pós-graduação Latu Sensu, receitando.
    Eu acredito que a única maneira de fazer jus à formação necessária, e ao mesmo tempo aos médicos chineses famosos que desenolveram fórmulas na antiguidade é a criação de um curso superior específico em Medicina Tradicional Chinesa, que forme profissionais independentes e autônomos.
    Um abraço!

  10. Zé Pedro disse:

    Oi! Adorei o vosso site. É uma area pela qual me estou a interessar bastante. Será que me podem dar uma lista com as plantas mais utilizadas em fitoterapia, seus nomes cientificos e assim?
    Obrigado

  11. Eduardo disse:

    Olá Zé Pedro,
    Por favor veja aqui, vou acrescentar informações a respeito muito brevemente.

  12. Mª Helena disse:

    Olá Eduardo. Você saberia me informar quais as implicações dos medicamentos fitoterápicos na mulher gestante? Obrigada.Abraços.

  13. Daiane Corrêa Martins disse:

    Sempre que duas drogas forem administradas concomitantemente haverá efeito adverso? Por que?

  14. Maria da Glória Dutra disse:

    Sou professora universitária estou começando meu projeto em fitoterápicos. Aqui em Goiás para cidades do interior será de grande relevância, haja vista a Portaria do Ministério da Saúde 971 3/5/2006. Estou encantada com o que tenho encontrado da medicina alternativa, para nossa região pobre será um grande incentivo para população. Parabéns pelo seu trabalho espero um dia alcançar o seu conhecimento.
    Atualmente desenvolvo um projeto, o UniRRRecicle que está registrado na ONU/PNUD. Acabar com a fome e a pobreza até 2015 ODM – Objetivos do Milênio, Concurso de duas Universidades de Anápolis-Go. Penso que os fitoterápicos serão importantes também para o projeto por serem de baixo custo para a população carente. Em outros estados há muitas farmácias vivas que são modelos.

    Um abraço e parabéns
    Glória.

  15. Eduardo disse:

    Maria Helena,
    Muito cuidado com fitoterápicos durante a gestação, pois muitos deles são abortivos, como explicado no artigo. Não use fitoterápicos sem orientação de um Fitoterapeuta adequadamente qualificado, e só faça algo com a aprovação prévia do seu médico. Mesmo assim convém avisar ao médico da possibilidade de efeito abortivo pois nem todos os médicos conhecem estas contra-indicações.

    Daiane,
    Não, as drogas podem ser (e normalmente são) combinadas para aumentar seu efeito, para anular efeitos colaterias, e para obter efeitos que sozinhas não conseguiriam. Uma receita fitoterápica normalmente é constituída de 5 ou mais drogas processadas juntas.

  16. Gisele Huppert disse:

    Creio qua a fitoterapia deveria ser mais divulgada no Brasil.Há cursos onde os alunos têm uma rápida aboradagem sobre o assunto, o que, na minha opinião, não é correto.Fitoterapia é assunto sério e extremamente extenso para ser passado de maneira resumida em cursos que insistem em fazê-lo dessa forma!Lamentável!E o que é pior; existem profissionais receitando fitoterápicos após ter tido mínimas noções sobre o assunto!
    Gisele

  17. Denise Baumann disse:

    Desde muito tempo a fitoterapia é empregada na humanidade. É um chá aqui, uma compressa lá… Chá de boldo para o estômago e maracujá para acalmar os nervos. É assim que todos usam e abusam das plantas que nos oferecem uma gama de propriedades medicinais. Hoje em dia, os fitoterápicos estão muito mais modernos e sofisticados. Podem vir em forma de chás, comprimidos, pomadas, entre outros. Além do que, os benefícios das plantas são cientificamente comprovados para que nada dê errado!

  18. Paulo disse:

    Gostaria de dar minha opiniao como se diz no livro “a assustadora historia da medicina”:
    500 d.c coma esta raiz e voce ficara são.
    1000 d.c raiz é coisa de pagão.faça uma oração a deus que esta no céu.
    1792 d.c quem reina é a razão.Tome ,pois esta poção.
    1917 d.c Poção não resolve .Tome este comprimido.
    1950 d.c Comprimido não cura.Tome este antibiótico
    2007 d.c Antibiótico em excesso nao é recomendavel. Use esta raiz
    Quanto mais o homem sabe mais ele volta para antiguidade, sabios sao os indios os africanos pajes xamas não tem diploma, não são médicos e sabem curar .
    Vamos olhar um pouco para o nosso passado e compreenderemos o que deve ser feito.

  19. Cris disse:

    Ola Eduardo,
    sou aluna de um curso de M.T.C e estou gostando muito da fitoterapia chinesa. Gostaria de saber até quantas fórmulas, normalmente, podem ser prescritas ao paciente. Como deve se avaliar a questão posológica? É padronizada?
    Ao seu ver, qual é a melhor forma farmacêutica a se prescrever?
    Atenciosamente, Cris!!!

  20. Eduardo disse:

    Cris,
    Na imensa maioria dos casos que vi relatados na literatura, somente uma fórmula foi prescrita. Isto é coerente com a abordagem raiz-manifestação.
    Não creio que haja propriamente uma padronização de se prescrever somente uma fórmula, no entanto acredito que seja ideal conseguir ligar o maior número de sinais e sintomas a uma raiz, ou se houver mais de uma, tratá-la na mesma formulação. Isto levando em conta uma formulação individual, não fórmulas pré-fabricadas.

  21. Rodrigo disse:

    Olá, muito boa a sua pagina, tenho uma duvida que talvez possa me esclarecer.
    Se expusermos as substancias a temperaturas (100ºc – 150º c) por mais do que 10 – 15 minutos elas perdem as propriedades ??
    Obrigado

  22. Afonso Henriques soares disse:

    Caro Eduardo boa tarde!… muito bom o seus comentários e forma de abordagem sobre a Medicina tradicional Chiesa. Quanto a situação no Brasil é muito polêmica devido a um grande loby médico e das grandes indústrias farmacêuticas e outros.Nós brasileiros já podiámos estar a frente e com grandes vantagens em nossos projetos das Terapias não convencionais inclusive “a Acupuntura mais o maior entrave é dos próprios acupunturistas brasileiros pela falta de união da classe de assumir uma postura mais adequaada a esta realidade que vivemos marginalizados de uma certa forma em nossa sociedade.
    Um abraço
    Afonso Henriques Soares
    Doutor em Acupuntura
    Ex- Presidente da Federaçao dos Profissionais em Acupuntura e terapias Orientais do Estado do Rio de Janeiro.
    Ex- Vice – Presidente do SINDACTOR- Sindicato Nacional dos profissionais em Acupuntura e terapias Orientais do Brasil.
    Pioneiro da implantação da Escola Técnica de Acupuntura no Brasil no Estado do Rio de Janeiro.

  23. Olá, fiquei encantado com o seu trabalho e devo lhe render meus cumprimentos. Sou Biólogo desde 2001, fui professor de Química e Biologia, atualmente desenvolvo uma pesquisa no tramento de doenças crônicas e degenerativas atráves da proteína isolade de soja com 60 mg de isoflavonas, tenho notado diversas melhoras em meus pacientes, melhoras estas que não encontramos em artigos científicos. Atualmente dirijo a Bi Life – Assessoria de Saúde onde desenvolvo o tratamento através da “Sojaterapia”, tenho o aval de diversos médicos que estão me apoiondo neste trabalho, chego atender cerca de 20 a 30 pacientes por dia, pacientes que vem indicados por outros pacientes que fazem o tratamento da sojaterapia e em pequeno espaço de tempo sente melhoras significativas (é incrível meu amigo, teve uma época que eu acreditem em efeito placebo, mais estou cada vez mais convicto da eficácia do tratamento), Eu era professor do Estado, abandonei a escola para cuidar dos meus pacientes, não me arrependo, recebo o carinho deles e fico feliz quando eles melhoram, pois a cada dia eu me surpreendo, MInha luta agora é fazer o Mec reconhecer a necessidade do Técnico em Sojaterapia, pois assim terei como me expandir, hoje eu mesmo criei o Técnico e tenho 16 pessoas que me dão apoio, só que eles não tem apoio dos nossos governantes, fato é que a sojaterapia tem feito verdadeiros milagres na medicina. Estou com todos os exames dos meus pacientes que realizam de tres em tres meses, istó me dara base para iniciar a minha luta e futuramente beneficiaremos outros terapeutas holisticos que desejem estudar a sojaterapia. Minha pergunta é a seguinte: como um Biólogo que possui um curriculo extenso principalmente em Botânica não pode atuar em Fitoterapia?

  24. Rafael Lopes disse:

    Caros amigos e colegas
    Sou professor de Medicina Tradicional Chinesa em duas Escolas em Lisboa.
    É bom haver colegas que vão abordando a Fitoterapia Chinesa, porque o que eu constato é que a grande maioria dos colegas está sonegando a prescrição.
    Gostaria de compartilhar com todos o que estiverem interessados dos 3 principais temas de MTC que são:
    Diagnóstico, Acupunctura e Fitóterapia.

    Estou ao vosso dispor através do mail: email hidden; JavaScript is required

  25. Sueli Marques disse:

    Olá Rafael

    A questão é exatamente essa, até aonde os acupunturistas, podem utilizar fitoterápicos em sua prática clinica com seus pacientes?

  26. Dagmar rech disse:

    Gostei muito do site. Informações precisas e importantes escritas em liguagem acessível.
    Bom encontrar pessoas assim, são de grande relevância para a divulgação da informação útil para uso de profissionais e leigos.

    obrigada
    Dagmar

  27. Vi disse:

    Estou fazendo tratamento com uma acupunturista que fez um curso de um mês na China e diz que é mestre em acupuntura.Ela me passou uns chás com uns nomes muito estranhos que só acha para comprar em São Paulo.Em um mês dá para aprender estas fórmulas chinesas?Estou com receio de mandar comprar o chá.

  28. Sueli Marques disse:

    Sou acupunturista e iniciei um curso de Pós Graduação em Farmacologia chinesa e clínica médica na INCISA/IMAN-Salvador-BA e estou fascinada.
    É fantastico!
    Sueli Marques